quarta-feira, 7 de junho de 2017

MANCHETES DOS JORNAIS ALTERNATIVOS E DEMOCRÁTICOS DO PAÍS



Portal da CTB
Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprova o relatório da Reforma Trabalhista

Agência da Boa Notícia
Ceará e Fortaleza: juntos para fortalecer atitudes de paz entre as torcidas

Blog do Azenha
Eduardo Alves é o segundo conspirador contra Dilma a ser preso; desconhece 832 mil dólares depositados em conta dele na Suiça

Blog do Miro
Vox Populi confirma: Aécio virou pó!

Blog do Nassif
Fachin tentará provar competência sobre ação contra Temer em Plenário

Blog do Espaço Aberto
Henrique Alves é preso. Falta o Temer!

Rede Brasil Atual
Procurador pede cassação da chapa Dilma-Temer

Portal Conversa Afiada
Procurador infiltrado pela JBS é denunciado

Jornal Correio do Brasil
Julgamento de Temer levanta mais dúvidas quanto ao futuro do Brasil

Portal Brasil 247
PGR pede devassa patrimonial de Aécio, amigos e familiares


HOJE NA HISTÓRIA


Aconteceu em 7 de Junho



1559: Mem de Sá arrasa 4 aldeias Tupiniquim; em suas próprias palavras, "vim queimando e destruindo todas as aldeias que ficaram atrás".

1885: Célebre discurso abolicionista de Rui Barbosa no teatro Politeama, Rio.

1933: Kurt Weill e Bertold Brecht, exilados na Alemanha nazista, estréiam em Paris o balé Os 7 Pecados Capitais.

1957: Protestos de anti-salazaristas pela vinda ao Brasil do pres. de Portugal, Craveiro Lopes.

1977: 2.557 jornalistas assinam manifesto da ABI por liberdade de informação, crítica e opinião.

1978: Fundado em S. Paulo o MNU (Movimento Negro Unificado).

1982: 1ª Assembléia Nacional das Nações Indígenas, em Brasília, com 200 delegados.

1982 - Dia da Serra Pelada: Milhares de garimpeiros de Serra pelada, PA, rebelam-se contra a interrupção da lavra manual de ouro. Invadem o garimpo, bloqueiam estradas, invadem delegacias, tomam armas. Após 5 dias, reconquistam o direito à lavra.

1988: A Liga Árabe apóia a Intifada, longa e intensa onda de protestos palestinos nos territórios ocupados por Israel.

1989: Juristas da ONU investigam conflitos fundiários no PA, BA, PE e PR.

1991: Greve no porto do Rio.


Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprova o relatório da Reforma Trabalhista


Por 14 votos a 11, a reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado votou pela aprovação com o relatório da reforma trabalhista (PLC 38/2017). O relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES), favorável à reforma, não fez nenhuma mudança no texto recebido da Câmara. Ele defendeu que o texto fosse aprovado sem alterações e que eventuais vetos fossem deixados por responsabilidade de Michel Temer.

"A gravidade desta Reforma contra os trabalhadores faz com que o Senado desrespeite todas as regras regimentais e passa um rolo compressor na Democracia, na CLT e na Constituição. Perde o povo brasileiro, perde a Nação”, avaliou Ailma Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO).

Apesar das leituras alongadas dos votos contrários ao relatório pelos senadores Paulo Paim (PT-RS), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), a votação acabou tendo caráter simbólico, aprovando o projeto da Câmara em sua integralidade.

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) denunciou o acordão feito pelos parlamentares da base de Michel Temer. “O senador Ferraço está assumindo o papel de carimbador da mais profunda e mais cruel retirada de direitos do Brasil. Ao invés de fazer um debate profundo sobre as consequências dessa proposta para o Brasil - coisa que ninguém aqui fez, porque não houve tempo para isso -, optou por aceitar o projeto como veio da Câmara, onde o próprio relator admitiu a existência de dispositivos irregulares”.

A senadora Vanessa Grazziotin recomendou a rejeição à reforma trabalhista sob argumento similar. “Eu não entendo o porquê desta pressa. Este projeto tem um papel fundamental no futuro do país, e está indo num ritmo que os parlamentares não conseguem acompanhar. Quando estava na Câmara dos Deputados, o projeto avançou de tal forma que muitos dos deputados não sabiam nem mesmo no que estavam votando. Não há espaço para debate - o que existe é um acordo entre o presidente da República e uma parcela da Câmara dos Deputados”, disse.

Muitos outros senadores, inclusive do PMDB, lembraram também da situação precária de Temer, que está para ser julgado pela Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal, podendo ter seu mandato prejudicado em ambas as cortes.

A votação favorável ao PLC 38/2017 avança o projeto para outras duas comissões antes de chegar ao Plenário do Senado. Em cada uma, haverá debate sobre o relatório. A oposição tentará atrasar o rolo compressor de Michel Temer, para que o projeto não seja votado antes do recesso parlamentar, previsto para 17 de julho. Se for aprovado antes, no entanto, o projeto seguirá para Michel Temer, que poderá vetá-lo parcialmente ou promulgá-lo na integridade.
Fonte: Portal CTB


Ceará e Fortaleza: juntos para fortalecer atitudes de paz entre as torcidas


Paz nos estádios! Quem não deseja essa realidade dentro (e por que não fora) dos gramados e arquibancadas? Há quem pense que se trata de um pensamento utópico, sonhador, mas, essa forma de ser torcedor e viver as alegrias e emoções que o futebol proporciona vem sendo almejada pelos dois maiores times cearenses: Ceará e Fortaleza.

O Fortaleza Esporte Clube divulgou um anúncio parabenizando o Ceará por seu 103º aniversário, propondo paz e harmonia entre os torcedores. O presidente interino do leão, Marcelo Desidério, afirma que essa responsabilidade de promover a paz faz parte da obrigação dos dirigentes do clube. “A mudança começa por nós, aquilo que nós motivamos acaba refletindo na arquibancada. Não queremos passar imagem ruim, não incentivamos a desordem, o Ceará tem o nosso respeito e essa iniciativa foi um primeiro passo”, declarou Desidério.

De acordo com o presidente do Ceará, Robinson de Castro, essa nova mentalidade de promover a paz e a união entre as torcidas é importante para fortalecer as receitas dos clubes. “Nós estamos promovendo reuniões constantes em busca de alternativas para reforçar nossas receitas e o viés da paz é sempre importante, é fundamental. Só não jogamos no mesmo time quando estamos dentro do campo, fora dele podemos encorajar nossos torcedores a buscar o bom relacionamento", explicou.

Apoio da torcida
Os torcedores de ambos os clubes estão contentes com a ideia de propagar a paz. O torcedor do Fortaleza, o representante comercial Vianney Timbó aprova a atitude. “É uma excelente iniciativa, não se justifica uma partida de futebol onde deveria haver um papel social com rixas e sentimento de ódio só porque são adversários em campo. As brigas generalizadas afastam as famílias e o cidadão de bem do estádios”, analisou o torcedor do leão.

Já o torcedor do vovô, o engenheiro mecânico Fernando Antônio reconhece a grandeza dos dois times e a importância de buscar a boa convivência entre as torcidas. “Esse é um importante passo para a evolução e o engrandecimento do futebol cearense. Os gestores do futebol cearense não podem se comportar como torcedores”, comentou.

Ação e exemplo
O governador do Estado do Ceará, Camilo Santana, sancionou a lei 16.187 de 28 de dezembro de 2016, que instituiu o Dia Estadual da Paz nos Estádios e Praças Esportivas do Ceará que passa a ser comemorado no dia 03 de maio. Para impulsionar ainda mais esse comportamento, os times Bahia e Vitória, dois grandes clubes do Nordeste, participaram de campanha para promover a paz, em abril de 2017. Intitulada #BaViDePrimeira o objetivo foi a promoção da paz dentro e fora dos estádios.

Já os times paraenses apoiaram uma ação com iniciativa da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel) intitulada “Pacto de Paz - Esporte sem violência”, com a presença de autoridades religiosas para levar uma mensagem de positividade e tolerância. A campanha aconteceu antes da partida entre Remo e Cametá no Estádio Mangueirão em Belém, no início do ano. Ainda são atividades eletivas, porém, se virar rotina, torna-se hábito e o mundo do futebol só tem a ganhar.
Fonte: Agência da Boa Notícia


Eduardo Alves é o segundo conspirador contra Dilma a ser preso; desconhece 832 mil dólares depositados em conta dele na Suiça


A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (6) o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte e é um desdobramento das delações da Odebrecht.

Há também mandado de prisão contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso no Paraná por decisão do juiz Sergio Moro desde outubro do ano passado.

Henrique Eduardo Alves, que sempre fez parte do núcleo de confiança de Temer, pediu demissão em junho de 2016, após ser citado em delações.

O ex-ministro foi o terceiro a deixar o governo interino de Temer, apenas em 34 dias de gestão. Antes dele, foram demitidos Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência), após o vazamento de gravações em que ambos criticaram a operação Lava Jato.

O secretário de Turismo de Natal, Fred Queiroz, também foi preso na operação. O cunhado de Henrique Alves, o publicitário Arturo Arruda, foi alvo de condução coercitiva.

A operação desta terça foi batizada como Manus e apura supostos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

A investigação se baseia em provas da Lava Jato que apontam que Alves e Cunha receberam suborno na construção da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para a Copa do Mundo.

De acordo com a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público, houve sobrepreço de R$ 77 milhões no valor da obras, com favorecimento de duas grandes construtoras.

Os pagamentos ocorreram como doação eleitoral oficial, entre 2012 e 2014. Os valores, segundo os investigadores, omitiam subornos e, em um dos casos, eram desviados em benefícios pessoais.

Mistério
Em junho do ano passado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o ex-ministro sob suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A acusação teve como base informações repassadas pelo Ministério Público da Suíça, que identificou uma conta secreta do peemedebista em instituição financeira daquele país.

A conta descoberta tinha um saldo de mais de R$ 2 milhões.

De acordo com as investigações que embasaram a operação desta terça (6), Henrique Alves emprestou a conta para que Cunha pudesse receber a propina, desviada de contratos em obras públicas.

O ex ministro havia afirmado à época que não tinha ideia de como o dinheiro foi parar na conta.

Além das delações da Odebrecht, houve afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos.

Os alvos responderão pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

O nome Manus é uma referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”: uma mão esfrega a outra, uma mão lava a outra.

A Polícia Federal afirma que cerca de 80 policiais cumprem 33 mandados judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e outros 22 de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e Paraná.

Outro lado
A defesa de Henrique Alves informou que não vai se manifestar até o momento por não ter informações sobre a operação que envolve seu cliente.
Fonte: Blog do Azenha


Vox Populi confirma: Aécio virou pó!



O cambaleante Aécio Neves ainda não foi preso – não faltam provas sobre os seus atos de corrupção, mas faltam convicções aos "justiceiros" do Ministério Público Federal –, mas já virou pó. Sua "carreira" política está implacavelmente ferida de morte, como confirma a pesquisa Vox Populi, encomendada pela CUT, divulgada nesta terça-feira (6). Se as eleições presidenciais fossem hoje, o grão-tucano não teria nem 1% – um por cento! – dos votos dos brasileiros. Após encabeçar o "golpe dos corruptos" que depôs Dilma Rousseff e alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, o senador mineiro só despencou nas pesquisas de opinião. Hoje, ele é um zumbi. Se bobear, não é eleito nem para síndico de prédio.

As recentes delações dos chefões da JBS ajudaram a cavar sua sepultura. Aécio Neves já foi afastado da presidência nacional do PSDB, corre o risco de perder o seu mandato de senador e é alvo de um pedido de prisão apresentado pela Procuradoria-Geral da República, acusado de receber propina e de tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato. A sondagem do Vox Populi/CUT mostra que as intenções de voto no cambaleante despencaram entre abri e julho. Na pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados pelos entrevistadores, a quantidade de menções a Aécio Neves não completou 1% do total. O ex-presidente Lula chegou a 40%, seguido pelo fascista Jair Bolsonaro (PSC), com 8%. Na sequência aparecem Marina Silva (Rede) e Sergio Moro, com 2%.

Já na pesquisa estimulada, na qual uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados, Aécio Neves tem apenas 1% das intenções de voto em um eventual embate de primeiro turno com Lula (46%), Bolsonaro (13%), Marina Silva (9%) e Ciro Gomes (5%), do PDT. Se o candidato do PSDB for o governador Geraldo Alckmin, Lula segue na liderança. O petista tem 45% das intenções de voto, contra 13% de Bolsonaro, 9% de Marina Silva e 4% de Ciro Gomes e Alckmin. Já se o candidato tucano for o "prefake" de São Paulo, João Doria, o quadro fica quase inalterável. Lula teria 45% dos votos, contra 12% de Bolsonaro, 9% de Marina, 5% de Ciro e 4% de Doria.

Confira a análise da recente pesquisa publicada no site da CUT:

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Lula bate todos os candidatos, aponta pesquisa CUT/VOX
Aécio tem 0% de intenção de votos e os tucanos FHC e Alckmin patinam em 1%

Pesquisa feita pela CUT/Vox Populi entre os dias 2 e 4 de junho mostra que o ex-presidente Lula continua imbatível e bateria todos os candidatos a presidente em 2018. Já o senador Aécio Neves (PSDB-MG) que, inconformado por ter sido derrotado por Dilma Rousseff (PT-RS) nas eleições de 2014, liderou um golpe contra o Brasil e os brasileiros em parceria com o então vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), ambos denunciados por corrupção, está politicamente liquidado, aparece com 0% de intenção de voto.

Já o governo do golpista Temer, aprovado por apenas 3% dos brasileiros, é considerado culpado pelo desemprego que atinge mais de 14,5 milhões de trabalhadores e pela recessão que atinge especialmente a classe trabalhadora e os mais pobres.

Para 52% dos entrevistados pela CUT/Vox Populi, a vida piorou com Temer na presidência; 38% dizem que nada mudou e apenas 9%, que melhorou. A renda dos trabalhadores também sofreu um baque com Temer. 56% dizem que a renda diminuiu, 39% que não mudou, 4% que aumentou e 1% não soube ou não quis responder.

Lula tem mais de 50% das intenções de votos
A solução para a maioria dos brasileiros é Lula. Se a eleição fosse hoje, Lula venceria o segundo turno do pleito com 52% das intenções de votos se o candidato tucano fosse Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que ficaria em segundo lugar, com 11% dos votos. Se o PSDB resolver apostar no discurso do novo ou da gestão marqueteira, Lula teria 51% dos votos no segundo turno e o prefeito João Doria, 13%. Lula também ganharia de Marina Silva (Rede) por 50% a 15%. Contra Marina Silva (Rede), Lula teria 50% e ela 15%. Se o candidato for o Aécio, Lula sobe para 53% e Aécio teria 5%.

Intenção de voto espontânea
Lula também é imbatível nas consultas espontâneas sobre intenções de voto, quando o entrevistador não mostra nenhum nome na cartela.

O levantamento CUT/Vox Populi, aponta que 40% dos brasileiros votariam em Lula se a eleição fosse hoje - em abril o percentual era de 36%. Em segundo lugar, bem distante, vem Jair Bolsonaro (PSC) com 8% das intenções de voto – tinha 6% em abril. Já Marina Silva (Rede) e o juiz Sérgio Moro empatam em 2%.

Embolados em 5º lugar, com apenas 1% das intenções de voto aparecem Ciro Gomes (PDT), Joaquim Barbosa (sem partido), João Doria (PSDB), Fernando Henrique (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB). Aécio Neves (PSDB) tem desidratou e surge com 0% de intenção de voto – em abril, antes da divulgação do grampo da JBS que envolve o senador em crime de pedido de propina, ele ainda tinha 3% das intenções de voto.

Se o candidato do PSDB for Alckmin ou Doria, Lula sobe para 45%. No cenário com Alckmin, o governador de São Paulo empata com Ciro em 4%, Bolsonaro sobe para 13% e Marina cai para 8%. Se a disputa for entre Lula e Doria, Bolsonaro cai para 12%, Marina sobe para 9%, Ciro para 5% e Doria atinge apenas 4% das intenções de voto.

Lula é igualmente o preferido por idade, escolaridade, renda e gênero.
Tem 48% das intenções de votos entre os jovens, 44% entre os adultos e o mesmo percentual (44%) entre os maduros. Quanto a escolaridade, 55% dos eleitores com ensino fundamental votam Lula, 40% ensino médio e 29% ensino superior. Quando separados por renda, o cenário se repete: votam em Lula 58% dos que ganham até 2 salários mínimo, 41% dos que ganham entre 2 e 5 mínimos e 27% dos que ganham mais de 5 salários mínimos.

A pesquisa CUT/Vox foi realizada em 118 municípios do Brasil de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior. Foram entrevistadas 2000 pessoas com mais de 16 anos.

A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.
Fonte: Blog do Miro


Fachin tentará provar competência sobre ação contra Temer em Plenário


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se o ministro Edson Fachin permanece na relatoria dos casos referentes à delação da JBS, que envolve o presidente Michel Temer, pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à Justiça. 

O caso já havia sido alvo de argumentações no despacho em que Fachin aceitou separar os julgamentos de Temer do de Aécio Neves (PSDB-MG). Naquele documento, o ministro do Supremo havia lamentado os pedidos de mudança de relatoria. 

Lembrando que casos mais complexos iriam a julgamento, de qualquer maneira, pelo Plenário do Supremo, Fachin disse que os pedidos mostravam "específica irresignação" dos investigados sobre os processos ficarem em suas mãos e que essa decisão era "indisponível ao interesse das partes", ou seja, que não competia a Aécio ou a Temer reclamarem esse pedido.

Entretanto, o governador do Mato Grosso, Reinaldo Azambuja, entrou com uma petição (7074) de que Fachin não fosse mais relator dos processos envolvendo a JBS. Levando ao plenário, Fachin pretende usar o julgamento para corroborar sua imparcialidade para julgar os casos e rebater as críticas de que Fachin teria uma relação próxima com um dos delatores da companhia, Ricardo Saud.

Partia da ofensiva de defesa de Temer desqualificar o ministro do Supremo. Entre as medidas, por sua base no Congresso, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado pediu várias explicações do ministro sobre o período que antecedeu sua sabatina no Senado. Saud teria acompanhado o agora ministro nas visitas aos senadores.

Quando soube da tentativa de o presidente apelar para isso com vias a tirar a credibilidade do ministro, Fachin chegou a telefonar para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segundo noticiou o Painel da Folha de S. Paulo, na última semana. O ministro teria criticado, e Janot teria concordado que ambos estariam sob as miras de uma forte ofensiva do governo.

Ainda não há data para o julgamento, mas o ministro Edson Fachin encaminhou a petição 7074, protocolada no STF, para o Plenário analisar o recurso que coloca em questionamento da competência do ministro. 

Por outro lado, o documento de Azambuja não levanta essas possíveis relações com Saud aventadas pelo grupo político de Michel Temer. A petição argumenta outra análise: a de que a colaboração da JBS e seus desdobramentos não guardam relação com outros processos da Operação Lava Jato, que estão sob a sua condução. Por isso, Fachin não deveria ser o relator e as ações relacionadas aos depoimentos da JBS deveriam ser redistribuídos.
Fonte: Blog do Nassif